Viagens · Roteiro N.º 7
Vale do São Francisco: vinho tropical, literalmente
A região mais improvável do vinho brasileiro fica no semiárido, entre Pernambuco e a Bahia, onde a videira não hiberna e há sempre uva a amadurecer em alguma parcela.
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Porque é que aqui é diferente de tudo
A 9° do Equador não há inverno a sério; por isso, com a rega do Rio São Francisco e poda escalonada, colhe-se uva o ano inteiro: mais de uma colheita por ano, algo impensável na Europa. O pioneirismo tem a impressão digital da Embrapa, e o cartão de visita da região é o espumante moscatel: doce, aromático e gelado, o par perfeito para o clima. Nos tintos, o Syrah tropical é a assinatura.
O mapa do tesouro
A base é o eixo Petrolina (PE) – Juazeiro (BA), com vinícolas em Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Casa Nova. A Rio Sol (Lagoa Grande) é a âncora das visitas; a Miolo mantém na Fazenda Ouro Verde (Casa Nova) a linha Terranova. E a rota local tem um trunfo que nenhuma outra região do país oferece: passeio de barco pelo São Francisco com vinha na margem.
Quando ir
- Todo o ano: é a graça da região: há sempre vindima nalgum sítio.
- Maio a setembro: os meses mais amenos do semiárido (ainda assim: sol firme).
- Chapéu, protetor solar e água na mochila não são sugestão — são equipamento.
Conselhos de sertão
- Voe até Petrolina: é o maior custo da viagem; na cidade, as distâncias até às vinícolas são curtas de carro.
- Espumante gelado ao pôr do sol no rio é o ritual local; programe a visita da tarde para acabar na margem.
- Combine com o turismo do rio: a região vende-se como rota integrada (vinho + barco + caatinga): rende o dia inteiro.
Vinícolas para conhecer
Critério declarado: casas conhecidas, com visitas e site oficial para marcar diretamente, por ordem alfabética, porque uma lista aqui não é ranking. Nenhuma pagou para estar aqui; valores e horários mudam, confirme ao marcar.