vinhozinho

O Garimpo

O que a casa bebeu, com o preço conferido

A casa compra, bebe, carimba e confere o preço, e diz onde o conferiu e em que dia. Não é indicação paga. E aqui só entra vinho que a casa bebeu.

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Preço conferido em lojas, físicas e online, de confiança. Não é comunicado de assessoria de imprensa nem lista de vinhos que ninguém encontra na prateleira.

Sem calendário: sai quando a casa encontra alguma coisa que valha a pena. Às vezes três numa semana, às vezes nenhum. Garimpo com data marcada passa a ser pauta, e pauta serve para encher chouriços.

A regra que não verga: garrafa que a casa ainda não abriu não é garimpo; é fila de compra.

A abrir o garimpo…

Que vinho é esse? Viu um rótulo na prateleira e não sabe o que é? A pesquisa da casa tem mais de 23 mil rótulos com ficha, casta e nota, sem frescura →

Garrafa Aberta · da mesa

O que a mesa abriu

Quem nos lê abriu e contou: foto se quiser, as caixinhas da casa e uma linha só sua.

A abrir as garrafas…

Abri uma garrafa Ver todas as garrafas → A patinha é da casa, que bebeu e pagou. O selo Aprovado é da mesa.

Como funciona

Duas vozes, e cada uma declara quem bebeu

Um cartão de vinho costuma misturar tudo: quem provou, quem pagou, quem só leu a contracapa. Aqui as duas vozes ficam separadas, sempre.

a casa O Garimpo

A casa comprou, bebeu, conferiu o preço e assina por baixo com a patinha da Indie. É a única voz de sabor da casa.

“A casa bebeu, pagou, e voltaria a comprar.”

a mesa A Garrafa Aberta

A mesa é quem nos lê, e bebe a pagar do próprio bolso. A Garrafa Aberta é dela: foto, caixinhas e uma linha, com o selo “Aprovado pela mesa”. O voto também, na urna dos Rankings.

“A mesa bebeu, e pagou do próprio bolso.”

A regra inegociável. Nunca escrever nota de prova de vinho que não foi bebido. Fruta escura, tanino aveludado, final persistente: nada disso num cartão sem carimbo.

Não é escrúpulo. É o único ativo da casa que, uma vez quebrado, não se reconstrói.

Os carimbos

A patinha da Indie, em duas tintas

Quando a casa bebe, o garimpo ganha carimbo. A diferença entre os dois é a faixa de preço, nunca a qualidade: os dois dizem que o vinho cumpriu.

Quem é a Indie? A gata da casa. Não bebe, mas aparece nas tiras do @vinhozinho e carimba o que a casa aprovou. A pata é dela.

Carimbo Aprovado, até R$ 100
Patinha da Indie · até R$ 100

O vinho até cem reais que dá mais do que promete.

“Não bebo, sou gata. Mas vi a garrafa acabar antes da telenovela.”

Carimbo Valeu cada real, acima de R$ 100
Patinha de Ouro · acima de R$ 100

Para aniversário, jantar ou prenda: a garrafa cara que justifica ser cara.

“Guardou-a seis meses, bebeu-a em duas horas. A isso chamo veredicto.”

Quem está na lista sabe antes. O garimpo novo sai por e-mail antes de ir para o Instagram. Só isso: o vinho, o preço e onde foi visto. Sem newsletter semanal, sem “conteúdo exclusivo”.

Pronto. O próximo garimpo chega ao seu e-mail antes de toda a gente.

Um e-mail por garimpo, e as novidades da casa (a Contrarrótulo e o que abre de novo), nunca mais de um por semana; e o garimpo não tem calendário. Para sair da lista basta responder com “sair”, e o endereço desaparece. O que a casa faz com ele está na política de privacidade.

O arquivo

Tudo o que a casa já garimpou

O preço é o da data em que foi visto, e o vinho sobe e desce. Está aqui porque garimpo que desaparece é propaganda; garimpo que fica é registo.

A abrir o arquivo…

A sua vez

Encontrou um vinho bom? Abra e conte.

Boa parte dos garimpos daqui veio de quem nos lê. A sugestão agora entra pela porta da frente: abre a garrafa na sua adega, ela sai na hora com a sua alcunha e, se a casa quiser beber aquela, entra na fila de compra e passa a garimpo carimbado, com o seu crédito no cartão.

Abri uma garrafa Ver as garrafas

Tem um restaurante, ou frequenta um? Mande a carta de vinhos. A casa lê, traduz a frescura e publica com o seu crédito.

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