Guia Sem Frescura · Nº 2
Vinho fino ou vinho de mesa (e frisante): o que cada nome quer dizer, segundo a lei brasileira
No Brasil, estes nomes não são poesia de contrarrótulo: são categorias definidas por lei. Perceber a diferença muda o que se compra.
Vinho fino
Por definição legal, é o vinho elaborado com uvas viníferas, as castas clássicas europeias (Cabernet, Merlot, Chardonnay e companhia). É a categoria da maior parte dos vinhos “de rótulo” que se veem em rankings e prémios.
Vinho de mesa
Elaborado com uvas americanas ou híbridas (Isabel, Bordô, Niágara, as mesmas famílias do sumo de uva e da uva de mesa), podendo levar vinífera na mistura. É o vinho mais consumido do Brasil, o do jarro da pizzaria e da casa da avó. Não é “vinho pior”: é outra categoria, outra proposta e outro preço. A frescura é achar que ele tem de pedir desculpa.
Frisante
O meio-termo borbulhante: tem gás, mas menos pressão do que um espumante; a lei define os intervalos. Leve, fácil, geralmente barato. Ótima porta de entrada para quem gosta de bolha sem cerimónia.
Espumante
Pressão de gás mais alta (definida por lei), vinda de uma segunda fermentação: método tradicional (Champenoise) ou em cuba (Charmat). É a categoria em que o Brasil mais brilha internacionalmente: o espumante brasileiro é motivo de orgulho, não de ressalva.