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Vinho Verde: o nome é da região, não da cor

Vinho Verde não é a cor do vinho: é o nome de uma região no noroeste de Portugal, demarcada em 1908. De lá sai branco, tinto, rosé e espumante. O mais famoso é o branco leve e fresco, às vezes com uma pontinha de gás, que conversa muito bem com o calor brasileiro.

38 rótulos da casa são daqui30 brancos · 5 rosés · 3 espumantesNo mapa de Viagens

Onde fica e como é o lugar

A região ocupa o canto noroeste de Portugal. Começa no rio Minho, que faz fronteira com a Espanha, desce pelo litoral até a cidade do Porto e, pro sul, chega às margens do rio Vouga. É a maior denominação de origem do país.

Quem manda aqui é o Atlântico. O vento do mar entra pelos vales dos rios, chove bastante e a temperatura quase nunca vai a extremos. A uva amadurece sem pressa e segura a acidez, aquele frescor que enche a boca de água. O chão é quase todo de granito.

A exceção é Monção e Melgaço, no vale do Minho. Cercada de montanhas que barram o vento do mar, tem inverno mais frio e verão mais quente e seco que o resto da região.

Verde de quê, afinal?

Ninguém bateu o martelo sobre a origem do nome. Uma explicação liga o verde à acidez, que lembra fruta que ainda não amadureceu. A outra, à paisagem, que segue verde até no inverno de tanta chuva. Certo mesmo é que o nome é do lugar: desde 1973 o registro internacional reserva Vinho Verde aos vinhos dessa região.

As uvas da região

Nos brancos, as estrelas são Loureiro e Alvarinho. O Loureiro é a uva mais plantada da região e gosta dos vales mais perto do mar, como o do rio Lima, onde se sente em casa. Dá brancos cheirosos, de flor e limão.

O Alvarinho nasceu no vale do rio Minho e é a base de Monção e Melgaço. Rende brancos mais encorpados, que aguentam bem anos de guarda. Completam o time Arinto (que lá chamam de Pedernã), Trajadura, Avesso e Azal.

Nos tintos manda o Vinhão, de cor tão escura que chega a roxa. No rosé, as uvas típicas são Espadeiro e Padeiro.

Que vinho sai de lá

O branco clássico é leve, de álcool baixo, bem fresco, às vezes com um pouco de gás e um fundinho de fruta doce. Mas a região também faz branco mais sério e encorpado, fermentado em inox ou em barrica, pensado pra guardar.

O tinto tradicional é outro bicho: escuro, de tanino firme e acidez alta, às vezes com espuma rosada no copo. Hoje é bebido mais lá mesmo do que fora. O rosé, que era discreto, cresceu muito na última década. E desde 1999 a denominação inclui espumante.

O que diz o rótulo

Vinho Verde no rótulo é a denominação de origem. Pra usar o nome, o vinho segue a lei (quais uvas, quanto rende cada hectare, como é feito) e ainda passa por análise de laboratório e por uma câmara de provadores. Menções como Reserva também têm regra própria.

O rótulo pode trazer uma das nove sub-regiões: Monção e Melgaço, Lima, Cávado, Ave, Basto, Sousa, Amarante, Baião e Paiva. Viu Minho em vez de Vinho Verde? É o Vinho Regional Minho: mesma área, mas aceita uvas de fora da tradição local, como Touriga Nacional, Chardonnay e Sauvignon Blanc. A garrafa certificada leva selo de garantia, e Monção e Melgaço tem selo próprio.

Com o que combina

O branco leve é companhia de comida de praia e de boteco: pastel de camarão, casquinha de siri, peixe frito, bolinho de bacalhau, sushi. Um Alvarinho mais encorpado segura uma moqueca ou um peixe grelhado. O rosé vai com salada, pizza e petisco. E o tinto de Vinhão, ácido e tânico, corta gordura: experimente com torresmo, linguiça ou feijoada. É sugestão, não lei: o melhor par é o que você gostar.

Um pouco de história

A fama da região começou pelos tintos. Os brancos só ganharam espaço a partir do fim do século XIX e tomaram a frente na segunda metade do século XX. A demarcação saiu em 18 de setembro de 1908, e a comissão que cuida da denominação, a CVRVV, nasceu em 1926.

Um jeito antigo de plantar por lá tem nome curioso: vinha de enforcado, com a videira subindo e se enroscando nas árvores.

As uvas dos rótulos daqui

Nos 38 rótulos da casa do Vinho Verde, as uvas que mais aparecem. O número é em quantos rótulos.

Pra começar: vinhos do Vinho Verde por faixa de preço

A faixa de preço que a casa viu nas lojas grandes, no mês ao lado. O preço muda; a faixa costuma ficar.

Vai dar festa? Quantas garrafas comprar →

Os mais bem avaliados do Vinho Verde

Nota média de quem bebeu (X-Wines), de 1 a 5. Toque pra ver a ficha.

Ver os rótulos do Vinho Verde na busca →

Resumo sem frescura: Vinho Verde é lugar, não cor. Gela, serve e descobre qual é o seu: o levinho de verão, o Alvarinho mais sério ou o tinto que tinge o copo.

Fontes desta página

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