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Do supermercado para casa

Guia de Bolso Sem Frescura

Os 20 termos que resolvem quase toda a prateleira. Estão todos aqui em baixo, para ler nesta mesma página. Se quiser levá-los consigo, pode imprimir ou descarregar o PDF.

Uma página, 20 termos. O glossário completo, com 100 termos e pesquisa, está em Glossário.

Quer os seus 20? No glossário pode trocar termos destes 20 por outros dos 100, ou escolher tudo do zero, e descarregar o PDF feito para si: começar pelos 20 da casa → ou do zero →

Um bolso de calças de ganga com uma folha dobrada a sair dele, ao lado de um copo de vinho.
fig. 1Vinte termos, uma página: cabe no bolso e resolve quase toda a prateleira.
Seco
Sem açúcar perceptível. Não confundir com amargo nem com “forte”.
Suave
No Brasil, vinho doce. Não é sinónimo de leve: é mesmo açúcar.
Tanino
A adstringência que “agarra” a língua, como um chá preto forte. Amansa com o tempo e com comida gorda.
Acidez
O que deixa o vinho vivo e faz crescer água na boca. Quando é alta, casa muito bem com comida.
Corpo
A presença na boca, da água (leve) ao leite gordo (encorpado).
Safra (colheita)
O ano da vindima. Vinho de supermercado bebe-se jovem, até 2 ou 3 anos. “Quanto mais velho, melhor” só vale para vinho de guarda.
Guarda (vinho de)
Feito para melhorar com anos de garrafa. Uma minoria absoluta.
Reserva
Lei apertada em Espanha, tempo mínimo na Argentina e no Brasil (12 meses e 11% de álcool, regra flexível), mais meio grau de álcool no Chile. O contexto é tudo.
Gran Reserva
Em Espanha, envelhecimento longo garantido por lei. Fora dela, leia de pé atrás.
Reservado
Não exige nada: por lei, no Brasil, é o vinho jovem pronto a beber. Costuma ser a gama mais básica com nome pomposo.
Vinho fino
No Brasil, feito de castas viníferas (Cabernet, Merlot). Categoria legal, não um elogio.
Vinho de mesa
No Brasil, o que o rótulo chama só “vinho de mesa” (sem o “fino”) é feito de castas americanas ou híbridas (Isabel, Bordô). Outra proposta, outro preço, sem pedir desculpa.
Frisante
Menos pressão do que o espumante: leve, fácil, barato. Bolha sem cerimónia.
Espumante
Bolha de segunda fermentação. A categoria em que o Brasil brilha.
Brut
Espumante seco. Extra brut e nature são ainda mais secos; demi-sec é adocicado, bom com a sobremesa.
Charmat × Tradicional
Cuba dá fruta (prosecco). Garrafa dá pão e brioche, com bolha fina (Champagne). Nenhum é “o certo”.
DOC / DOCG / AOC / DO
Selos de origem: de onde vem e com que regras. Origem, não nota de qualidade.
Terroir
O pacote do lugar: solo, clima, altitude e gente. Existe; só que se tornou palavra de estatuto.
Rolha (TCA)
Cheiro a cartão molhado ou a bolor é defeito da rolha. No restaurante, pode devolver.
Harmonização
Sugestão, não lei. Gostou? Então pode. O júri é o seu paladar.

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