De Salta para Cafayate - Parte 1

10/03/2014 às 13:11.

A IDA

Amigas e amigos, se vocês acompanham o Instagram do Vinhozinho perceberam que eu resolvi passar o carnaval fora do Rio de Janeiro, e foi por um ótimo motivo. Eu sempre quis conhecer Mendoza, mas me deram a dica de ir para Salta, que é considerada a "Nova Mendoza". Poxa, eu queria muito conhecer a velha, mas tudo bem conhecer a nova. A velha fica para a próxima.

Com o "desafio" aceito, resolvi incluir Cafayate no roteiro, que fica a 3 horas de lá e é uma das principais regiões produtoras de vinhos da Argentina. Bom, eu tenho em meu currículo de viagens algumas nada "normais", como Ucrânia (bem antes das manifestações, claro.), Lituânia, Letônia, Estônia e por ai vai... então explorar Salta seria molezinha. Até porque pesquisando algumas fotos na internet eu só vi cenários sensacionais e uma infinidade de vinhos. Eu não queria mais nada.

Bom, a viagem até lá foi feita pela Aerolíneas Argentinas. E para a minha surpresa, subi em um avião zerado, com cheiro de novo. O atendimento foi bem além das "barrinhas". Bolinhos, biscoitinhos gostosos, café, suco, refrigerante, etc. Em um voo de 3 horas para Buenos Aires, uma maravilha. Depois peguei mais um voo de 2 horas para Salta com o mesmo atendimento, prestativo e atencioso. Tudo certo. Do aeroporto até o hotel que fiquei, o excelente Design Suites, foram uns 15 minutos de táxi (deu 20 e poucos reais). Tenho que confessar... a cidade em si não é bonita. Parece que estava descuidada ou então está se reconstruindo com o recente enxame de turismo, principalmente dos enófilos. Mas não gostei muito do que vi, pode ter sido excesso de expectativa. 

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A PRIMEIRA NOITE

Depois de um rápido banho no hotel, morrendo de fome e sede de vinho, eu e minha namorada descemos para encontrar o casal de amigos que viajou com a gente. Eles estavam em um lugar bem singelo, escondido em uma das várias ruas que cortam a praça principal. A entrada era modesta, mas bem convidativa. O lugar era o Bartz Tapas Mundiales. Por dentro era bem aconchegante, poucas mesas, música dos anos 80, 90 muito bem escolhidas. O som era na altura perfeita, dando para conversar com todos tranquilamente, e ao mesmo tempo curtir aquela atmosfera. O garçom Pablo, que era muito mais que um garçom, nos atendeu de forma espetacular. Atencioso, gentil e muito prestativo. Os vinhos da carta eram praticamente só novidade para mim, que ainda era leigo nos vinhos dessa região, então eu gostei ainda mais do lugar. Até porque eu estava indo rumo ao desconhecido, e com prazer.

Para começar, provei o tinto San Pedro de Yacochuya 2011. Ele era bem complexo, gostoso e marcante em seu final. Gostei demais! 

Como a fome era muita, pedi um Chorizo e esperei com um vinhozinho branco, e não poderia ser outro senão o da uva Torrontés, que é a estrela da região. Dessa vez, foi um da Colomé (a vinícola mais alta do mundo). Um espetáculo de vinho, seco, ácido no ponto e delicioso na boca. Difícil encontrar uma pessoa que não goste, até mesmo os que não gostam de vinhos brancos. E tinha um amigo na mesa que comprovou isso.

Para finalizar, e acompanhar o meu Chorizo, pedi o Laborum Single Vineyard 2012. E, naquela noite, foi o meu preferido. Muito intenso, complexo e redondo. Álcool na medida certa. Nada a acrescentar a respeito dele. 

E o Chorizo? Um dos melhores que já comi. Sem mais.


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A SOBREMESA

Eu acho que o garçom foi com a nossa cara também, até porque o vinho ia subindo e o grupo em que eu estava ia ficando mais simpático com o tempo, além do normal. Teve direito até a uma singela dança de Tango, sem tango (só no vinho mesmo). Foi demais! E, de repente, o Pablo chega com uma sobremesa bem diferente, uma cortesia do Chef. Parecia que era composta de ovo, batata e ketchup. Bom, não dava para argumentar, vai que era algo típico da região? Resumindo, encaramos na maior tranquilidade.

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A SURPRESA

A sobremesa era feita de manga, geléia, côco e pera. (veja a foto e você entenderá!). Uma obra de arte. 

Leia também: De Salta para Cafayate - Parte 2 - Clique Aqui